O heroico exemplo do Che nos inspira na luta pela revolução proletária

O heroico exemplo do Che nos inspira na luta pela revolução proletária

Em 9 de outubro de 1967 — portanto, há 58 anos —, morria assassinado no longínquo povoado de La Higuera, sudeste da Bolívia, um daqueles homens que nos fazem orgulhar de pertencer à espécie humana. Um dos maiores revolucionários de todos os tempos: Ernesto Rafael Guevara de la Serna. O Che. Exemplo de coragem, desprendimento e energia inabaláveis a serviço das lutas dos trabalhadores contra a exploração e a opressão capitalistas.

Junto com Fidel, Raul Castro, Camilo Cienfuegos e outros valorosos companheiros, Chê foi uma das principais lideranças da heróica revolução cubana que, em janeiro de 1959, derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista e instaurou um governo proletário na ilha caribenha.

Ministro da Indústria do governo revolucionário cubano, Che resolve no início de 1965 deixar todos os cargos que ocupava em Cuba e, em abril daquele ano, partir para a África, onde se juntou à guerrilha congolesa comandada por Laurent Kabila, que tentava resistir à ditadura pró-imperialista dos generais Kasavubu y Moisés Tchombe. Uma iniciativa que não conseguiu viabilizar aquela luta devido a grandes precariedades políticas, militares e ideológicas do grupo de Kabila, como a ausência de um programa, indisciplina, misticismo exacerbado, individualismo e oportunismo.

De volta a Cuba, Che começa a planejar e preparar uma nova expedição revolucionária, agora para a América Latina, Bolívia especificamente. Uma decisão basicamente determinada por discordar dos rumos que então tomava a Revolução Cubana, especialmente na área econômica, mas com reflexos diretos na política interna e externa do país.

Na Bolívia, Che não encontrou o apoio do campesinato local prometido pelo PC Boliviano. Progressivamente desfalcadas e enfraquecidas, suas reduzidas tropas foram cercadas e dizimadas pelo exército boliviano, a partir de informações de sua exata localização dadas por camponeses da região. Che é então preso na tarde de 8 de outubro ao lado dos companheiros Simón Cuba e “El Chino”, fuzilados logo que chegaram a La Higuera. Ferido na perna, Che foi mantido vivo até o início da tarde do dia seguinte (9 de outubro), quando René Barrientos, o ditador de plantão, mandou executar a ordem do seu assassinato vinda diretamente de Washington (EUA).

A vida de Ernesto Che Guevara nos deixa muitas e insubstituíveis lições. Em uma conjuntura marcada pela hegemonia da putrefata ideologia burguesa em todas as suas variáveis — como identitarismo, hedonismo, misticismo, oportunismo e fascismo —, o exemplo heroico do Che é uma referência fundamental para a retomada de uma genuína consciência revolucionária do proletariado.

Venceremos!

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