Nobel da Paz para Trump mostra união de EUA e Israel pelo extermínio completo da população palestina em Gaza

Nobel da Paz para Trump mostra união de EUA e Israel pelo extermínio completo da população palestina em Gaza

Na primeira semana deste mês de julho, em encontro pessoal com Donald Trump na Casa Branca, o carniceiro Benjamin Netanyahu propôs que o próximo prêmio Nobel da Paz seja concedido ao presidente dos EUA. Interpretada no mundo e no Brasil como “brincadeira”, deboche, ironia ou puxa-saquismo, a proposta foi no entanto apresentada muito seriamente. E tanto é assim que, ao recebê-la das mãos de Netanyahu, o próprio Trump não escondeu sua grande satisfação.

Para quem for capaz de analisar e verdadeiramente entender a atual conjuntura no Oriente Médio, a proposta de um Nobel da Paz para Trump significa que Trump e Netanyahu — ou seja: os estados genocidas dos EUA e de Israel — continuam ainda mais irmanados em sua política de expulsão, destruição e extermínio completo da população palestina residente na Faixa de Gaza. Política cujo objetivo é roubar as terras palestinas e incorporá-las definitivamente ao Estado nazissionista de Israel. Vejamos.

Na mesma semana em que ocorreu o encontro de Trump com Netanyahu na Casa Branca, o governo nazissionista de Israel revelou a intenção de estabeler o que chamou de “cidade humanitária” nas ruínas de Rafah, localizada ao sul de Gaza, para onde 600 mil palestinos deverão ser “deslocados”. Na verdade, a tal “cidade humanitária” proposta por Israel (e apoiada pelos EUA) pretende ser um campo de concentração e extermínio em moldes muito semelhantes aos campos nazistas de Auschwitz-Birkenau, Belzec, Chelmno, Majdanek, Treblinka e Sobibor, entre outros.

Imbuído de uma ideologia nazista e supremacista, o Estado de Israel vem desde sua origem praticando uma política de expansão territorial e extermínio que em nada difere do projeto expansionista, racista e genocida explicitado por Adolf Hitler no livro Mein Kampf (Minha Luta). Escrito em 1925 — quando Hitler cumpria prisão após um fracassado putsh na cidade de Munique —, o livro apresenta as linhas gerais do projeto que, a partir de 1933, seria implementado pela Alemanha nazista antes mesmo da II Guerra Mundial: exterminar todos os povos considerados “não arianos” e roubar suas terras.

Portanto, é preciso não encarar como “palhaçada” a proposta de um Nobel da Paz para Donald Trump. Da mesma forma, é preciso também não interpretar como mera “coincidência” a grande semelhança entre o projeto de Hitler e o atual expancionismo praticado pelo Estado genocida, racista e nazista de Israel no Oriente Médio.

Venceremos!

 

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